3 comentários:
De Egoista a 30 de Abril de 2008 às 16:15
Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?

Quando o teu cheiro me leva às esquinas do vislumbre
E toda a verdade em ti é coisa incerta e tão vasta
Quem sou eu para negar que a tua presença me arrasta?
Quem és tu, na imensidão do deslumbre?

As redes são passageiras, as arquitecturas da fuga
De toda a água que corre, de todo o vento que passa
Quando uma teia se rasga ergo à lua a minha taça
E vejo nascer no espelho mais uma ruga

Quando o tecto se escancara e se confunde com a lua
A apontar-me o caminho melhor do que qualquer estrela
Ninguém me faz duvidar que foste sempre a mais bela
Por favor, diz-me que és alguém, de novo?

Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?



O Olhar vai dizer-me um dia "Quem és tu de novo"


De WildMindMan a 15 de Abril de 2008 às 17:05
O meu Poeta preferido :)

As palavras que nos tocam e nos fazem evoluir.

As sensações experimentadas que nos fazem sonhar e viver.

A simplicidade como lema...

Beijinho *

^º^


De Doce a 7 de Abril de 2008 às 10:00

Definitivo, como tudo o que é simples.
A nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas
e não se cumpriram.
Por que sofremos tanto pela vida?

O certo seria não sofrer-mos,
apenas agradecer por termos conhecido
uma pessoa tão especial,
que gerou em nós um sentimento intenso
e que nos fez companhia por um tempo razoável,
um tempo feliz.
Sofremos por quê?

Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer
pelas nossas projeções irrealizadas,
por todas as cidades que gostaríamos
de ter conhecido ao lado dessa pessoa
e não conhecemos,
por todos os shows e livros e silêncios
que gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.

Sofremos não porque
nosso trabalho é desgastante e paga pouco,
mas por todas as horas livres
que deixamos de ter para ir ao cinema,
para conversar com um amigo,
para nadar, para namorar.

Sofremos não porque a nossa mãe
é impaciente conosco,
mas por todos os momentos em que
poderíamos estar-lhe confidenciando as
nossas mais profundas angústias
se ela estivesse interessada em nos
ouvir e compreender.
Sofremos não porque a nossa equipe perdeu,
mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos,
mas porque o futuro está-nos a ser
confiscado,
impedindo assim que mil aventuras
nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e
nunca chegamos a experimentar.
Como aliviar a dor do que não foi vivido?
A resposta é simples como um verso:
Iludindo-se menos e vivendo mais!!

A cada dia que vivo,
mais me convenço de que o
desperdício da vida
está no amor que não damos,
nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca,
e que, esquivando-se do sofrimento,
perdemos também a felicidade..

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional.


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