Terça-feira, 26 de Julho de 2011

O Caminho da minha Impulsividade...

 

 Musica - Shadow Sun 

 

(...) Uma pessoa não está... nítida e imóvel diante dos nossos olhos, com as suas qualidades, os seus defeitos, os seus projectos, as suas intenções para connosco (como um jardim que contemplamos, com todos os seus canteiros, através de um gradil), mas é uma sombra em que não podemos jamais penetrar, para a qual não existe conhecimento directo, a cujo respeito formamos inúmeras crenças, com auxílio de palavras e até de actos, palavras e actos que só nos fornecem informações insuficientes e aliás contraditórias, uma sombra onde podemos alternadamente imaginar, com a mesma verosimilhança, que brilham o ódio e o amor."

(Marcel Proust, in 'O Caminho de Guermantes')

 

(Que texto forte! Uma foto mais forte ainda! Uma musica brutal...Para transmitir o que interpreto desta trilogia... Dizem que: “Há três coisas na vida que nunca voltam atrás: a flecha lançada, a oportunidade perdida e a palavra pronunciada.”...A mim sinceramente doem-me mais os silêncios e (alguns) actos feitos do que as injúrias das palavras ditas!...As palavras muitas vezes são ditas no calor dos momentos, com cabeça quente!!! Para quem é impulsiva, como eu sou, muitas vezes dizer determinadas palavras no calor dos momentos, é muito menos preocupante do que os silêncios pensados e meditados de quem os pratica. Silêncios esses que são propriedade de uma só pessoa, impenetráveis, dolorosos, cruéis. Enquanto as palavras e os actos, são de todos, porque são públicos...A impulsividade é um defeito? Pode ser. Mas simultaneamente pode ser uma virtude, porque é espontânea, é de momento, não é artificial... E se a virmos como sendo uma virtude, ela só é compreendida por poucos, aceite por muitos menos. Porque a capacidade de aceitar os outros é algo de extraordinariamente único. Não queiramos mudar os outros e faze-los à nossa semelhança, antes pelo contrário, tentamos ajustarmo-nos a quem nos faz sorrir, rir e nós traz paz, alegria e acima de tudo nos compreende e aceita como somos. É a isto que se eu chamo Viver. O que nos faz brilhar os olhos... O Amor? Pois não sei como se chama o sentimento. Eu apelido-o de Único, puro e verdadeiro! E esse sentimento, que é meu, dou-o a quem eu acho que o merece. Como alguém uma vez me disse: "os teus sentimentos não são para quem quer, são para quem pode e tu deixas!..." Tão verdade...)

(Um Sorriso)

música: Moonspell - Shadow Sun

publicado por SV às 22:39
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Domingo, 13 de Fevereiro de 2011

Amigo

 

Musica - Gaivota 

 

"Mal nos conhecemos
Inaugurámos a palavra amigo!

 

Amigo é um sorriso
...De boca em boca,
Um olhar bem limpo,

 

Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.
Um coração pronto a pulsar
Na nossa mão!

 

Amigo (recordam-se, vocês aí,
Escrupulosos detritos?)
Amigo é o contrário de inimigo!

 

Amigo é o erro corrigido,
Não o erro perseguido, explorado.
É a verdade partilhada, praticada.

 

Amigo é a solidão derrotada!

 

Amigo é uma grande tarefa,
Um trabalho sem fim,
Um espaço útil, um tempo fértil,
Amigo vai ser, é já uma grande festa!"

 (Alexandre O'Neill)

 

(Quero VIVER e desfrutar as conformidades de todo o sentido e sentimento que este poema nos transmite, nas linhas e entrelinhas...)

(Um Sorriso)

música: Amália Hoje - A Gaivota

publicado por SV às 19:10
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Quarta-feira, 9 de Fevereiro de 2011

Vale a pena lutar?

 

Musica - Ponto de Luz

 

"...Se vale a pena viver a vida esplêndida - esta fantasmagoria de cores, de grotesco, esta mescla de estrelas e de sonho? ... Só a luz! só a luz vale a vida! A luz interior ou a luz exterior. Doente ou com saúde, triste ou alegre, procuro a luz com avidez. A luz é para mim a felicidade. Vivo de luz. Impregno-me, olho-a com êxtase. Valho o que ela vale. Sinto-me caído quando o dia amanhece baço e turvo. Sonho com ela e de manhã é a luz o meu primeiro pensamento. Qualquer fio me prende, qualquer reflexo me encanta..."

(Raul Brandão, in " Se Tivesse de Recomeçar a Vida ")

 

(Luz, cores, Vida, Alegria, paz, tranquilidade, palavras, conformidades... Foi isso que encontrei...e foi por isso que me apaixonei... Porque a luz, as cores, a Paz, a Alegria, a Vida são algo pelo qual pessoas com eu nos apaixonamos. Porque para mim a Vida tem que ser sempre vivida intensamente, porque a Vida é uma mescla de tudo e de nada, de sonhos e realidades, uma êxtase permanente... Não sei Viver sem paixão. Quer sejam coisas, pessoas, pensamentos, actos, acções, ideias, sorrisos, desafios, projectos, sonhos, olhares, cores, Alegria...seja o que for mas tem que haver sempre algo na minha Vida que me prenda de paixão. É ai que vou buscar a minha força...é aí que alimento a minha Alma. "Se vale a pena, lutar?" Vale se vale...vale sempre a pena lutar pela paixão, o alimento da Alma, da minha Alma.)

(Um Sorriso)

música: Sara Tavares - "Ponto de Luz"

publicado por SV às 20:07
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Domingo, 5 de Dezembro de 2010

Sentes, Pensas e Sabes que Pensas e Sentes

 

Musica - Like A Stone

 

"Dizes-me: tu és mais alguma cousa

Que uma pedra ou uma planta.
Dizes-me: sentes, pensas e sabes
Que pensas e sentes.
Então as pedras escrevem versos?
Então as plantas têm idéias sobre o mundo?

Sim: há diferença.
Mas não é a diferença que encontras;
Porque o ter consciência não me obriga a ter teorias sobre as cousas:
Só me obriga a ser consciente.

Se sou mais que uma pedra ou uma planta? Não sei.
Sou diferente. Não sei o que é mais ou menos.

Ter consciência é mais que ter cor?
Pode ser e pode não ser.
Sei que é diferente apenas.
Ninguém pode provar que é mais que só diferente.

Sei que a pedra é a real, e que a planta existe.
Sei isto porque elas existem.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram.
Sei que sou real também.
Sei isto porque os meus sentidos mo mostram,
Embora com menos clareza que me mostram a pedra e a planta.
Não sei mais nada.

Sim, escrevo versos, e a pedra não escreve versos.
Sim, faço ideias sobre o mundo, e a planta nenhumas.
Mas é que as pedras não são poetas, são pedras;
E as plantas são plantas só, e não pensadores.
Tanto posso dizer que sou superior a elas por isto,

Como que sou inferior.
Mas não digo isso: digo da pedra, "é uma pedra",
Digo da planta, "é uma planta",
Digo de mim, "sou eu".
E não digo mais nada. Que mais há a dizer?"

(Alberto Caeiro – Poemas Inconjuntos)

 

 

Ninguém é tão transparente como a água límpida que corre nos rios.

Ninguém é tão denso como uma pedra.

A água que corre nos Rios só passa uma vez no mesmo sitio, assim é (muitas vezes) a nossa Vida. Se não aproveitarmos os “momentos”, eles não voltaram a acontecer. São os caminhos e as escolhas que nos moldam, é preciso saber ler as linhas mas estarmos sempre atentos às entrelinhas, é nelas que muitas vezes descobrimos a essência do mistério que envolve as nossas escolhas, os nossos momentos, a nossa Vida...

Qual é o lado certo ou o errado..? Pois qual é?

Escrevo o que penso e falo o que sinto?

Escrevo o que sinto e falo o que penso..?, não sei!

Falo demais? Hummm ...Às vezes. Digo disparates? Ui ...Muitas vezes. Mas sou sempre autêntica e verdadeira. Digo o que me vai na Alma. Não escondo nada do que sou.

Não sei esconder nem simular sentimentos.

Sei que digo o que sinto. Mas, acima de tudo, sinto sempre TUDO o que digo...

Não tenho dúvidas das minhas certezas.

Vou escrevendo o “livro” da minha Vida aos poucos e com uma letra bonita, nunca utilizo a borracha. Escrevo nele, todos os momentos únicos e marcantes que traçam a escolha dos caminhos que faço, quer eles sejam bons, ou menos bons. Com os bons, sorriso e Vivo, com os menos bons aprendo e cresço como pessoa, como ser humano. Como alguém me dizia um dia deste: “Marco a Vida com o coração, e a minha existência com as minhas Acções...”. Pois é verdade, concordo. Mas, nunca me esqueço de manter uma página em branco, porque é assim que é a Vida. É necessária essa folha, ela é a mais importante do “livro” das nossas Vidas, a qual não tem linhas nem entrelinhas, a qual estará sempre preparada para ser escrita. E quando chegar “o dia” se irá escrever nela o “Texto”que encerrará o caminho que percorremos e nela colocaremos finalmente“o” ponto final.

Não tenho duvidas que ...Ninguém é sempre tão transparente nem tão denso; mas todos sabem as linhas que querem ler. Também sei que nem todas as pessoas conseguem manter essa folha em branco, porque? Pois, não sei. Só sei que cada um sabe de si, e Deus sabe de Todos.

Sei que existo e que penso, sei que penso e que existo... não sou uma Pedra! Sei que sou real. Por vezes nada sei. Tenho a certeza que sou uma Alma de, e com esperança, que quer sempre saber e chegar mais além...disso não tenho a menor dúvida...Porque não tenho dúvidas das minhas certezas.

Digo de mim... “Sou EU”.

(Um Sorriso)

música: Audioslave - Like A Stone

publicado por SV às 19:59
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Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010

Destino, Acaso ou Coincidência

 

Musica - Evidence

 

"Podemos muito bem, se for esse o nosso desejo, vaguear sem destino pelo vasto mundo do acaso. Que é como quem diz, sem raízes, exactamente da mesma maneira que a semente alada de certas plantas esvoaça ao sabor da brisa primaveril.
E, contudo, não faltará ao mesmo tempo quem negue a existência daquilo a que se convencionou chamar o destino. O que está feito, feito está, o que tem se ser tem muita força e por aí fora. Por outras palavras, quer queiramos quer não, a nossa existência resume-se a uma sucessão de instantes passageiros aprisionados entre o «tudo» que ficou para trás e o «nada» que temos pela frente. Decididamente, neste mundo não há lugar para as coincidências nem para as probabilidades.
Na verdade, porém, não se pode dizer que entre esses dois pontos de vista exista uma grande diferença. O que se passa - como, de resto, em qualquer confronto de opiniões - é o mesmo que sucede com certos pratos culinários: são conhecidos por nomes diferentes mas, na prática, o resultado não varia."

(Haruki Murakami, in 'Em Busca do Carneiro Selvagem')

 

(Para mim, tudo na Vida tem uma razão de ser. Eu sou daquelas pessoas que acredita que de alguma maneira, (e algures não sei onde), temos o destino "escrito". Também acredito piamente que, as pessoas que vamos encontrando no caminho da nossa Vida, não são fruto do acaso, muito menos as encontramos por mera coincidência. Até uma certa altura da minha vida, acreditei em coincidências, no entanto, e porque me fizeram ver mais além, comecei a analisar, a ver, a pensar e cheguei à conclusão que não as há. Há momentos, particularidades, razões, convicções, factos, ocasiões oportunas, e por ai adiante... que conjugadas com o querer, opções e/ou prioridades podem dar em acasos, mas nunca em coincidências. Todos os acontecimentos das nossas vidas são consequências de intervenções humanas. Existem factos distintos com características semelhantes.

É mais do que evidente que o Homem se transformou num ser egoísta, que não olha a meios para atingir os fins... aproveitando todas as oportunidades, acasos, momentos e fazendo parecer que são meras coincidências...

E concluio citando J. Haas : "Não existem coincidências, apenas desculpas para dar motivo a acontecimentos inesperados em nosso percurso. Existem paradoxos, porque o bem é mal e o mal vai além, mesmo que por bem, e extravasam palavras ambivalentes que se chocam na estrada. Enfim, tudo é relativo: depende quando, como, quem, pois só existe uma verdade e cada um conta sua mentira".)

(Um Sorriso)

música: Katatonia - Evidence

publicado por SV às 19:24
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Fotografar é...

...escrever com o coração e ler com a alma.

As horas...

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